Projeto SerpentIA: Inteligência artificial aplicada na vigilância espaço-temporal e apoio à decisão clínica nos acidentes ofídicos no Brasil

Uma plataforma integrada que reúne dados epidemiológicos, análise climática e sazonalidade e conteúdos científicos de apoio ao estudo de acidentes ofídicos para fortalecer a vigilância, a prevenção e o manejo dos acidentes ofídicos no Brasil.

🗃️
Dados do Brasil
Integrados e rastreáveis
🔬
Ciência para saúde pública
Informação orientada à decisão
🧠
Inteligência artificial
Aplicada à vigilância e clínica
Clima e acidentes por serpentes peçonhentasPrecipitação média por UF e notificações dos quatro grupos por município · SINAN + INMET
RO: carregando precipitaçãoAC: carregando precipitaçãoAM: carregando precipitaçãoRR: carregando precipitaçãoPA: carregando precipitaçãoAP: carregando precipitaçãoTO: carregando precipitaçãoMA: carregando precipitaçãoPI: carregando precipitaçãoCE: carregando precipitaçãoRN: carregando precipitaçãoPB: carregando precipitaçãoPE: carregando precipitaçãoAL: carregando precipitaçãoSE: carregando precipitaçãoBA: carregando precipitaçãoMG: carregando precipitaçãoES: carregando precipitaçãoRJ: carregando precipitaçãoSP: carregando precipitaçãoPR: carregando precipitaçãoSC: carregando precipitaçãoRS: carregando precipitaçãoMS: carregando precipitaçãoMT: carregando precipitaçãoGO: carregando precipitaçãoDF: carregando precipitaçãoROACAMRRPAAPTOMAPICERNPBPEALSEBAMGESRJSPPRSCRSMSMTGODF
Precipitação média mensal (mm)
Mais secoMais chuvoso
Casos por município · tamanho proporcional
Valores climáticos ausentes são estimados pela média do mesmo mês em anos anteriores da própria UF.
Carregando coordenadas municipais…
📊
Casos notificados
256.030
acidentes por serpentes no Brasil (2016–2025).
⏱️
Atendimento ≤ 3 h
161.601
63,1% de todos os casos
✝️
Óbitos
1.204
pelo agravo notificado
❗
Letalidade
0,47%
óbitos pelo agravo / notificações
🚨
Casos graves
21.619
8,4% do total
💉
Uso de soroterapia
222.121
86,8% dos casos
📅
Pico sazonal
Março
29.280 notificações no mês.
📍
Maior concentração
Pará
48.081 casos no período.
🌧️
Casos × chuva
58,2%
dos casos em meses chuvosos.
👤
Sexo masculino
77,7%
dos casos são em homens.
🐍
Botrópico
86%
dos acidentes são por Bothrops.
👥
Idade produtiva
20–39 anos
32,9% dos casos.

MÓDULOS

Ícone Vigilância

SerpentIA Vigilância

Epidemiologia espaço-temporal dos acidentes ofídicos. Explore casos, tendências, mapas, perfis epidemiológicos, qualidade dos dados e sazonalidade climática.

Painéis interativosSéries temporaisMapasPerfis
→
Ícone Clinical

SerpentIA Clinical

Ferramentas de apoio à decisão clínica para classificação de gravidade, orientação da conduta e suporte ao uso do soro antiofídico com base em evidências.

Classificação de gravidadeConduta clínicaSoro antiofídicoDiretrizes
→

ASSISTÊNCIA

🚨
Em caso de picada de serpente, procure atendimento médico imediatamente.
Não espere o aparecimento de sintomas intensos para buscar assistência.

Os sinais e sintomas variam de acordo com o gênero da serpente, a quantidade de veneno inoculada e fatores individuais. A avaliação clínica precoce é fundamental para definir a necessidade, o tipo e a dose da soroterapia antiveneno.

ℹ️ Atenção: a ausência de manifestações intensas logo após a picada não exclui envenenamento. Também pode ocorrer “picada seca”, sem inoculação suficiente de veneno. A avaliação por profissional de saúde é indispensável.

✅ O que fazer

  • Lavar o local da picada com água e sabão.
  • Manter o membro afetado elevado e estendido, quando possível.
  • Afrouxar roupas e retirar anéis, pulseiras, calçados e outros objetos que possam comprimir a região caso o edema aumente.
  • Procurar assistência médica o mais rápido possível e informar, se souber, as características da serpente.

❌ O que NÃO fazer

  • Não fazer torniquete ou garrote.
  • Não cortar, perfurar ou fazer incisões no local da picada.
  • Não tentar sugar o veneno.
  • Não aplicar ervas, pó de café, querosene, gasolina ou outras substâncias caseiras.
  • Não atrasar a ida ao serviço de saúde tentando tratamentos caseiros.
💉 A soroterapia antiveneno, quando indicada, deve ser administrada o mais precocemente possível em ambiente de saúde. A escolha do soro e da dose depende do tipo de acidente e da avaliação clínica.

📍 Onde encontrar soro antiveneno

Pesquise por cidade, hospital ou UF. Ao informar uma localidade, as unidades da própria cidade aparecem primeiro e as demais são ordenadas por proximidade geográfica aproximada.

Lista oficial do Ministério da Saúde ↗
Carregando dados das unidades de saúde com soro antiveneno…
1 de 1

Hospitais de referência: lista de fonte pública/externa, sem consulta de estoque de soro em tempo real. Confirme com a unidade, quando possível e sem atrasar o socorro.

Privacidade: sua localização só ordena hospitais próximos, com permissão; não guardamos suas coordenadas.
Atenção: conteúdo informativo; não substitui avaliação médica. Em emergências, ligue 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros).
Principais grupos de importância médica no Brasil
Os sinais e sintomas variam de acordo com o gênero da serpente, a quantidade de veneno inoculada e fatores individuais. A avaliação clínica precoce é fundamental para definir a necessidade, o tipo e a dose da soroterapia antiveneno. Imagens ilustrativas das serpentes geradas por inteligência artificial.
Imagem representativa de serpente do grupo botrópico

Botrópico (jararacas)

Gêneros Bothrops

Importância clínica: Grupo responsável por grande parte dos acidentes ofídicos de importância médica no país, com manifestações predominantemente locais e hemorrágicas, podendo ocorrer complicações sistêmicas.

Sinais e sintomas clássicos
  • Dor e inchaço no local da picada.
  • Equimose, bolhas e sangramento local.
  • Sangramentos em outros locais, como gengiva e nariz.
  • Sangue na urina, náuseas e vômitos.
  • Nos casos graves: hipotensão, choque e injúria renal.
Imagem representativa de cascavel

Crotálico (cascavéis)

Gênero Crotalus

Importância clínica: Associado principalmente a manifestações neurotóxicas e miotóxicas, com risco de insuficiência renal e outras complicações sistêmicas.

Sinais e sintomas clássicos
  • O quadro local pode ser discreto.
  • Queda das pálpebras e visão dupla ou turva.
  • Fraqueza, mialgia e dificuldade para movimentar os olhos.
  • Urina escura ou avermelhada.
  • Nos casos graves: injúria renal ou insuficiência respiratória.
Imagem representativa de surucucu

Laquético (surucucus)

Gênero Lachesis

Importância clínica: Pode causar quadros graves com manifestações locais, hemorrágicas e sistêmicas, exigindo avaliação e soroterapia específicas.

Sinais e sintomas clássicos
  • Dor, edema, bolhas, equimose e sangramento local.
  • Manifestações vagais: hipotensão, tontura e bradicardia.
  • Sudorese, náuseas e vômitos.
  • Diarreia e dor abdominal.
  • Podem ocorrer manifestações hemorrágicas.
Imagem representativa de coral verdadeira

Elapídico (corais)

Gêneros Micrurus

Importância clínica: Caracterizado por importante neurotoxicidade, com possibilidade de paralisia muscular e insuficiência respiratória nos casos graves.

Sinais e sintomas clássicos
  • Manifestações locais geralmente menos intensas, com dor e parestesia.
  • Ptose palpebral e fraqueza muscular.
  • Dificuldade para engolir e alterações dos movimentos oculares.
  • Visão dupla e paralisia facial.
  • Nos casos graves: paralisia respiratória.